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Joana da Paz aos 80 anos e Fernanda Montenegro aos 95 provam que não há prazo para ser protagonista na vida

Nem todos têm este privilégio: entrevistar Fernanda Montenegro. Há alguns anos, pude viver a experiência pessoalmente. Mas desta vez a conversa do EXTRA com a estrela do filme “Vitória’’ — sobre a corajosa senhora Joana Zeferino da Paz, que da janela de seu apartamento filmou a movimentação de traficantes de drogas e os denunciou à polícia —, aconteceu via e-mail. Lamentamos, mas a equipe se empenhou. Nosso colunista de TV elaborou perguntas, uma das editoras se atentou a todos os detalhes para não deixar passar nada e, antes de enviarmos a mensagem, sugeri: “O que será que dona Fernanda vê de sua janela ao observar a vida passar”? Tenho interesse em saber…

Da dúvida curiosa, nasceu o lide, a abertura da matéria. Para nossa surpresa (e satisfação!), a atriz respondeu que “por incrível que pareça’’, não costumava se debruçar em sua janela para reparar ao redor. Ela até desejaria contemplar mais a vida assim, mas não tinha tempo.

Totalmente compreensível! Aos 95 anos, ela segue se dedicando às suas atividades, trabalhando, com a agenda repleta de compromissos. É da natureza de seu ofício olhar o mundo por meio de outros artifícios. Mas invariavelmente com muita sensibilidade, já que, como artista, tem esse poder exclusivo de encarnar outros seres, viver várias outras vidas dentro da sua, para nos contar histórias que tocam, divertem, emocionam…

Já a heroína real desse enredo tinha uma vida que podemos considerar bastante comum, jamais insignificante. Inconformada com a violência que batia à porta, foi ela mesma, tudo ao mesmo tempo, câmera, luz e ação! Dona Joana só não imaginava a dimensão que seus registros caseiros iam tomar. Encontrou o então repórter Fábio Gusmão, que, além do faro para a notícia, é atento às pessoas. Então vieram as reportagens sobre essa história no jornal EXTRA, mais tarde um livro e, agora, o filme no cinema. Quantos anos essa senhora tinha quando se tornou uma “cinegrafista amadora’’ que desmantelou uma quadrilha, sendo a grande protagonista dessa trama? Quase 80!

Quando é tarde demais para fazer algo? Ainda na recente entrevista, Fernanda Montenegro afirmou não pensar em aposentadoria e ter vontade de viver, já que “a vida presta’’, fazendo uma homenagem à sua filha, Fernanda Torres, que concorreu ao Oscar e faturou um Globo de Ouro, vejam só, aos 59 anos, idade que muitos desavisados consideram avançada.

Quem determina nosso prazo de validade? Talvez o nosso interesse em olhar e efetivamente enxergar que janelas se abrem a todo momento. Se não tivermos mais a curiosidade pelas coisas e pelos outros, o olhar aguçado, a gana, o tesão, às vezes até uma indignação, aí sim estamos anulados. Pra quem presta atenção, a vida de qualquer e todo ser, por mais banal que possa parecer, poderia render um roteiro cinematográfico. Repara.

Gabriela Germano é editora-assistente e atua na área de cultura e entretenimento desde 2002. É pós-graduada em Jornalismo Cultural pela Uerj e graduada pela Unesp. Sugestões de temas e opiniões são bem-vindas. Instagram: @gabigermano E-mail: gabriela.germano@extra.inf.br

Fim das férias: Bar do Omar reabre as portas no Santo Cristo

Debaixo de chuva, após uma pausa para uma temporada de férias – e de obras -, o Bar do Omar, no Morro do Pinto, no Santo Cristo, voltou a funcionar nesta quinta-feira (13), com apresentação do grupo de pagode Batuque Suburbano. No fim de semana, a administração continua regada a samba e novidades.

Nesta sexta-feira, a atração musical é o grupo de samba Compasso do Tempo. A casa abre às 17h, e a apresentação começa às 19h, com entrada franca. Sábado, será a vez de Marcelle Britto comandar a batucada. E, no domingo, será a vez de Marcelinho Moreira.

O bar, famoso reduto de esquerda e um clássico da boemia, havia interrompido suas atividades no início do fevereiro, quando quase matou seus frequentadores de susto ao anunciar, galhofeiramente, “a última semana do Bar do Omar”. Entre as novidades anunciadas nesta reabertura após as obras estão as mesas numeradas de um jeito irreverente e politicamente incorreto – com os números do jogo do bicho – e uma área de drinques para acompanhar os petiscos tradicionais de boteco. As outras mudanças, só indo lá para conferir.

O Bar do Omar fica na Rua Sara, 114.

Grêmio vai com força máxima para enfrentar o Athletic; veja os relacionados

O Grêmio vai com força máxima para o duelo da segunda fase da Copa do Brasil diante do Athletic. Assim, a delegação embarcou em voo fretado na tarde desta terça-feira (11) rumo a São João del Rei, no interior de Minas Gerais, onde ocorrerá o confronto. A partida está marcada para 19h30 (de Brasília).

Havia a expectativa de o técnico Gustavo Quinteros poupar alguns jogadores da viagem. No entanto, a derrota por 2 a 0 para o Inter na primeira partida da decisão do Campeonato Gaúcho e a importância da Copa do Brasil pesaram na decisão.

Dessa forma, permaneceram em Porto Alegre o zagueiro Rodrigo Ely, com uma lesão muscular na coxa esquerda, e o volante Cuéllar. O colombiano tem um edema muscular também na coxa esquerda. Quem também não viajou foi o atacante Aravena, que está em recuperação de uma lesão na coxa direita.

Outro que não poderá atuar diante do Athletic é Edenilson. O meia foi expulso no duelo contra o São Raimundo, em Roraima, pela primeira fase da competição nacional.

Dessa maneira, o Imortal deve ir a campo com a seguinte escalação: Tiago Volpi; João Pedro, Jemerson, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Villasanti, Camilo, Cristian Olivera, Monsalve e Amuzu (Pavón); Braithwaite.

Goleiros: Adriel, Gabriel Grando e Tiago Volpi

Laterais: Igor, João Lucas, João Pedro, Luan Cândido e Lucas Esteves

Zagueiros: Gustavo Martins, Jemerson, Viery e Wagner Leonardo

Volantes: Camilo, Dodi e Villasanti

Meias: Cristaldo, Monsalve e Nathan

Atacantes: Amuzu, André Henrique, Arezo, Braithwaite, Cristian Oliveira e Pavón

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Zagueiro projeta estreia do Fluminense no Brasileirão sub-20

Campeão do Brasileirão sub-20 pela única vez em 2015, o Fluminense iniciará a campanha pelo bicampeonato nesta segunda-feira (10), contra o Atlético-MG, no Estádio Luso-Brasileiro, às 21h30 (de Brasília). E o zagueiro Gustavo Cintra projetou a estreia do Tricolor das Laranjeiras no torneio.

Ele, que marcou o primeiro gol da campanha do Flu em 2024, acredita que a equipe tem experiência, já que boa parte dos atletas disputou a última edição.

LEIA MAIS: Dupla Fla-Flu sobra e faz quinta final de Carioca em seis anos

“Temos um time mais experiente, com bastante atletas de último ano. A maioria já jogou o campeonato em 2024 e sabe que é como uma maratona e não uma corrida de 100 metros. Então, temos que ser regulares do começo ao fim e guerrear rodada a rodada, porque todo jogo é uma final”, disse ao site oficial do Fluminense.

Cintra, de 19 anos, estreou profissionalmente pelo clube na atual edição do Carioca. Ele entrou na reta final do empate por 0 a 0 com o Sampaio Corrêa, pela primeira rodada, atuando, assim, por dois minutos. Para o zagueiro, então, o time chega descansado e preparado para o Brasileirão sub-20.

“Conseguimos construir um grupo muito comprometido, correto e disposto a pagar o preço de se preparar para vencer, o que não é fácil. Trazemos todo entendimento e vontade, agora, para o Brasileiro. Tivemos férias para relaxar, recomeçar, e chegamos com muito mais energia, descansados e preparados fisicamente para encarar o ano inteiro”, revelou.

Sem o atacante Wesley Natã, a serviço da Seleção Brasileira Sub-17, a categoria tem ainda os desfalques do zagueiro Davi Henry, o lateral-esquerdo Vagno, os volantes Erick Silva, Gabriel Renan, Luis Fernando, Maxsuel e Riquelmy Tavares e os meias Brasília e Cauã Filipe, no departamento médico.

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Tráfico e milícia têm até IPTU e ITBI próprios para expandir negócios ilegais

Moradora de uma comunidade na Zona Oeste, X. usava um espaço em seu quintal para aumentar a renda familiar, cuidando da estética de pés e mãos de suas clientes. A manicure, no entanto, foi obrigada a fechar o seu negócio. A interrupção foi uma determinação de milicianos. Eles não autorizaram que X. explorasse a atividade na região, já entregue pelo bando a outras pessoas mediante pagamentos quinzenais de R$ 50. A cobrança que permite a exploração do serviço é apelidada por moradores de “taxa da beleza”.

A exigência é apenas uma das novas formas de arrecadação estipuladas pelo crime organizado em comunidades da Zona Oeste do Rio e da Baixada Fluminense que têm sido investigadas pela polícia. Informações recebidas pela Promotoria de Investigação Penal de Itaguaí, por promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e ainda por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) revelam que, para expandir o lucro com negócios irregulares, tanto a milícia como o tráfico têm estipulado cobranças variadas em territórios controlados respectivamente pelos dois grupos criminosos.

Até 10% da venda

As áreas deste tipo de atuação são favelas de Jacarepaguá, Itanhangá, Bangu e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e ainda em localidades de Nova Iguaçu, Seropédica, Itaguaí e Queimados, na Baixada Fluminense. Entre as novas práticas de extorsão estão a obrigatoriedade de recebimento de até 10% sobre a venda de imóveis em algumas comunidades. A modalidade ganhou o apelido de “ITBI do crime”, numa referência ao Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, cobrado por prefeituras para a transferência de propriedade de uma pessoa para outra.

E não é só. As denúncias também relatam a existência de taxas para permitir o funcionamento de placas solares em áreas rurais. A cobrança semelhante à de um IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano cobrado por cada município) pode chegar a R$ 5 mil por ano. Quem não paga tem o equipamento destruído por milicianos ou traficantes.

— Tudo é feito para angariar dinheiro. Tanto o tráfico como a milícia fazem o mesmo. Se entendem que um produto é lucrativo, eles (bandidos) escolhem fornecer o produto com monopólio ou cobrar taxas de quem o comercializa — explicou um agente que investiga a prática.

‘Taxa de ajuda’

Outra cobrança imposta pelo crime é a “taxa de ajuda”. Trata-se de um tipo de extorsão praticado contra moradores na Zona Oeste e que já vigora em algumas localidades, como uma favela de Bangu.

— De ajuda não tem nada. É apenas mais uma taxa imposta pelos criminosos. Há uma investigação em curso sobre isto — disse outro policial.

Levantamento feito pelo Disque Denúncia (2253-1177) também mostra o incremento e a expansão das extorsões praticadas por traficantes e milicianos na Região Metropolitana. Só entre 2022 e fevereiro de 2025 foram recebidas 1.383 denúncias de cobranças irregulares em comunidades de Santa Cruz e nas cidades de Seropédica e Itaguaí.

Entre essas informações nas regiões citadas, estão extorsões praticadas contra moradores de condomínios de conjuntos habitacionais. Em alguns casos, as vítimas chegam a pagar um valor total mensal de até R$ 4 mil. Assim, a milícia ou tráfico, conforme o respectivo território controlado, proíbe a entrada de funcionários de concessionárias de serviços públicos e passa a cobrar taxas de fornecimento de luz e também de água.

Alguns rostos conhecidos estão por trás das novas cobranças, de acordo com a Polícia Civil e com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Em Santa Cruz, Campo Grande e em parte de Itaguaí, as extorsões são executadas por remanescentes do bando de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, que se entregou à Polícia Federal em dezembro de 2023. Um dos responsáveis por assumir uma parte dos negócios de Zinho é o miliciano Paulo David Guimarães Ferraz da Silva, o Naval. Segundo investigações da Draco, ele chefia a milícia nas favelas do Aço e de Antares, em Santa Cruz.

Já as cobranças em territórios dominados pelo CV seriam ordenadas por Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Apontado como da cúpula do Comando Vermelho, ele é considerado foragido da Justiça.

Quem volta à Sapucaí no Desfile das Campeãs do Rio?

A Beija-Flor de Nilópolis foi a grande campeã do carnaval do Rio. Com ela, outras cinco escolas do Grupo Especial votam à Marquês de Sapucaí neste sábado para o Desfile das Campeãs, previsto para ter início às 22h. Estas agremiações foram as primeiras colocadas entre as 12 que desfilaram em três dias de espetáculo no Sambódromo.

Antes, no entanto, está previsto o show de abertura para ter início às 21h35, segundo a Rio Carnaval. Quatro grandes nomes da música se juntam para uma apresentação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Iza, Ivete Sangalo, Zezé Motta e Leci Brandão farão um show emocionante, com a participação de passistas e integrantes de diversas escolas de samba.

Confira a ordem das escolas que desfilam neste sábado:

Como é feita a apuração do carnaval 2025 RJ?

Todas as agremiações iniciam a apresentação com notas dez e, ao longo do desfile, podem ser descontadas pelos julgadores. A nota pode variar entre 9 e 10. Em caso de problemas, os julgadores precisam justificar por escrito a razão de não ter dado a nota máxima naquele quesito. São 4 notas por quesito, e somente a nota mais baixa será descartada.

Ao todo, foram lidas as notas dos 36 jurados, para nove quesitos. A Unidos de Padre Miguel recebeu a nota mais baixa e foi rebaixada, assim, em 2026, vai desfilar na Série Ouro.

Patrícia Poeta reage à críticas após sensacionalismo com assassinato

Patrícia Poeta recebeu duras críticas, na manhã desta sexta-feira (7). Após revelar ao vivo para Carlos Souza, pai de Vitória Regina, a identidade do suposto assassino da filha, a comunicadora precisou fechar os comentários do seu perfil no Instagram para amenizar o cancelamento na web.

Durante o programa “Encontro”, Patrícia Poeta revelou novos desdobramentos do caso envolvendo a jovem encontrada morta em Cajamar, na Grande São Paulo. Em conversa com o senhor Carlos, a comunicadora revelou quem havia supostamente assassinado a garota deixando o pai da vítima perplexo.

Após o ato sensacionalista, o nome de Patrícia Poeta rapidamente repercutiu na web. “Desde que Patrícia Poeta assumiu o Encontro, ela descaracterizou o projeto da Fátima. Esse programa virou um desserviço, um show de horror e sensacionalismo”, comentou um usuário.

“Eu não suporto a Patrícia Poeta e o que ela fez passou o limite da falta de profissionalismo. Além de dar a notícia para o pai ao vivo, trouxe uma possível constatação que é crime passional sendo que as investigações ainda estão em andamento”, escreveu mais um.

Desde q Patrícia Poeta assumiu o #Encontro, ela descaracterizou o projeto da Fátima. Esse programa virou um desserviço, um show de horror e sensacionalismo.

Diferente do #MaisVocê, q deixaram o caso da Vitória pro JORNALISTA Cesar Tralli falar, com ética e profissionalismo. pic.twitter.com/LlJhAbrvlA

— Isabel Marra (@marra_isabel) March 7, 2025

Novo amor de chefão da Viradouro, porta-bandeira do Salgueiro é musa do carnaval carioca há mais de 20 anos

Marcella Alves virou personagem de uma das histórias desse carnaval não só por ter gabaritado mais uma vez como porta-bandeira do Salgueiro, recebendo só notas dez. Ou por ter desfilado na última alegoria depois de ter cumprido sua principal função na escola.

A carioca de 41 anos se viu no meio de uma polêmica ao se envolver com o chefão da rival Viradouro, Marcelinho Calil, separado há menos de um mês da influenciadora Thamires Hauch. Os dois foram flagrados juntos na Concentração do Sambódromo e também na apuração, na Cidade do Samba. A ex de Calil o acusa de traição.

Marcella Alves, hoje no meio de um furação, já é um nome forte como porta-bandeira e musa do carnaval carioca há mais de 20 anos. Em 2001, ela estreou no Salgueiro e já foi premiada com o Estandarte de Ouro. Logo chamou atenção pelo talento e beleza.

Com passagens também pela Mangueira, a porta-bandeira também teve seus dias de modelo. Em 2009, chegou a protagonizar um ensaio sensual para o extinto site “Sambarazzo”. Em seguida, posou sexy ao lado de Renata Santos, ex-rainha de bateria da Mangueira, para o EXTRA.

Mãe de uma filha de 5 anos, Marcella também se separou recentemente e não está mais casada com o empresário Duda Araújo, sócio de uma loja de produtos de carnaval.

Quais escolas não serão avaliadas na Série Ouro no carnaval 2025?

Hoje saberemos qual é a escola de samba campeã da Série Ouro , a segunda divisão do carnaval carioca. A Unidos da Ponte , o Império Serrano e a Unidos de Bangu , não serão avaliadas, não poderão ser rebaixadas e nem campeãs. A decisão foi tomada após as três perderem fantasias num incêndio na fábrica em Ramos, no último dia 12. Com isso, apenas 13 das 16 escolas passarão pela avaliação.

A decisão foi tomada em razão do trágico incêndio na fábrica de fantasias Maximus Confecções. Vinte e um funcionários foram resgatados das chamas, sendo 10 levados para unidades de saúde. Quatro dias depois, Rodrigo Oliveira veio a óbito.

Sem licença do Corpo de Bombeiros para funcionamento, a fábrica estava repleta de material altamente inflamável como tecidos, isopor, cola, papéis, plásticos e espumas para preenchimento de fantasias. No entanto, não havia nenhum sinal de extintores ou mangueiras para combate a incêndio. Devido ao ocorrido, as três desfilaram sem compromisso com o relógio por serem hour-concours desta edição.

A Unidos de Bangu, quarta a desfilar, conseguiu recuperar 90% das alas e entrou na Avenida com garra. Diretor-geral de harmonia da escola da Zona Oeste, Alcides Kenga Konká relatou que só não houve tempo para recuperar fantasias de duas alas, mas nada que saltasse aos olhos do público na Sapucaí.

Já a Unidos da Ponte, de São João de Meriti, desfilou com enredo sobre consciência ambiental. A coreografia da comissão de frente, por coincidência, incluiu um grupo com adereços indígenas e máscaras anti-fumaças. Durante o desastre, a agremiação perdeu toda a fantasia preparada para o desfile.

Com o dia claro, passava das 6h quando foi a vez do Império Serrano encerrar a segunda noite de desfiles. Era notório que a grande maioria dos componentes usava roupas que mais se pareciam com abadás. Das 22 alas da escola, apenas duas conseguiram manter suas fantasias: a das crianças e a bateria, pois os figurinos haviam sido produzidos fora da fábrica Maximus. No total, estima-se que 2 mil dos 2,4 mil integrantes ficaram sem suas roupas oficiais. Para contornar o problema, a solução foi rápida e emergencial: parceiros da escola produziram batas personalizadas com o logotipo do Império Serrano e referências ao enredo.

Onde assistir à apuração do carnaval da Série Ouro?

A Band vai transmitir a apuração, às 17h, pela TV Band apenas para o Rio. O restante do país pode acompanhar pelo YouTube da emissora.

As escolas que serão julgadas são: Botafogo Samba Clube, Arranco, Inocentes de Belford Roxo, Estácio de Sá, União de Maricá, Em Cima da Hora, União da Ilha, Tradição, União do Parque Acari, Vigário Geral, Porto da Pedra, São Clemente e Acadêmicos de Niterói.

No resultado final, as duas últimas colocadas serão rebaixadas para a Série Prata, enquanto a campeã garantirá acesso ao Grupo Especial.

Dupla joga altinha em camarote durante desfile na Sapucaí e causa revolta

Em meio aos desfiles das escolas de samba na Sapucaí uma cena inusitada chamou a atenção e não foi na Avenida. Uma dupla jogava altinha, com uma bola de futebol, dentro de um camarote, próximo a grade que separava o espaço dos sambistas. O episódio ocorreu enquanto carros alegóricos passavam em frente a eles.

Uma pessoa, que estava na arquibancada, flagrou o momento, que aconteceu na última sexta-feira, dia 28, e o vídeo tem viralizado nas redes sociais. Fãs do carnaval criticaram o ato, que logo foi apelido como “camarotização” da folia.

“Não vou lutar visceralmente contra o que não vai mudar. A ‘camarotização’ é real e até, dizem, melhora a vida financeira das escolas, no fim das contas. Mas há o símbolo, o cruzar de limites. Eis resumo do porquê do urgente debate sobre excesso. Grotesco!”, escreveu um usuário do X, antigo Twitter, ao compartilhar o vídeo em questão.

Houve um debate, inclusive, sobre ter uma bola de futebol em pleno camarote.

“A gente não pode levar uma latinha e tem playboy que pode jogar altinha a poucos metros da Avenida”, disse um seguidor. “Eu teria estourado essa bolia ali mesmo. Nunca vi a pessoa ir para Sapucaí e não prestigiar o trabalho árduo das comunidades”, comentou outro fã. “Esse vídeo me fez mal. Inacreditável a falta de respeito e de noção”, lamentou mais um. “Por mim fechavam todos os camarotes e colocariam mais espaços populares”, escreveu outro usuário.

Veja o vídeo:

Críticas ao novo modelo de desfiles

O carnaval 2025 também marcou uma nova divisão dos desfiles das escolas de samba, que passaram acontecer em três dias, terminando mais cedo. Embora os argumentos favoráveis à mudança sejam relacionados a aproveitamento da iluminação, há quem critique os shows depois das escolas, assim como a falta de segurança por deixar o sambódromo de madrugada.

“Ontem (no domingo, dia 2), o desfile DAS ESCOLAS DE SAMBA acabou faltando pouco para às quatro da manhã para o público dos primeiros setores da Avenida. Na sequência, em menos de VINTE MINUTOS, o que se ouviu foi a música eletrônica dos camarotes ser aumentada. Pra eles, a festa seguiu. Para o público interessado EM DESFILE, restou deixar a Sapucaí no escuro da madrugada e passar um perrengue. A entrada do metrô estava abarrotada e ficou muito claro que isso não foi pensado de forma coerente pelos organizadores”, disse o carnavalesco Leandro Vieira, no X.

Ele ainda quis deixar claro que não é da ala “purista”, aquela totalmente contrária às mudanças, mas continuou as ponderações.

“Tenho o maior respeito pelas rodas de samba da cidade (frequento e sou amigo dos organizadores) mas o fato é que quem vai pra Avenida nesses dias, QUER VER ESCOLA DE SAMBA e a maneira única como elas apresentam aquilo que inventaram ao unir música, dança e visualidade. Não sou purista, mas basta olhar a primeira noite que serve como experiência do modelo pra perceber que quatro escolas por noite é uma BOLA FORA. Para mim, o formato botou água no chope do sambista e melou a experiência do público que (como eu) quer DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA”.