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Policial afegão mata fotógrafa e fere jornalista às vésperas das eleições

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Uma veterana fotógrafa da Associated Press foi morta e uma repórter ferida nesta sexta-feira (4), quando um policial afegão abriu fogo enquanto elas estavam sentadas em seu carro no leste do Afeganistão.

A alemã Anja Niedringhaus, 48, uma aclamada fotógrafa internacional, morreu instantaneamente, de acordo com um freelancer da AP Television News, que testemunhou o tiroteio. Já a canadense Kathy Gannon, 60, correspondente da AP que por muitos anos foi chefe da organização de notícias no Afeganistão, foi baleada duas vezes e está recebendo atendimento médico. Sua condição é estável e ela já conversa com a equipe médica.

“Anja e Kathy passaram anos no Afeganistão cobrindo conflitos juntas. Anja era uma jornalista vibrante, dinâmica e amada por suas fotografias perspicazes, com o coração quente e alegria de viver. Estamos inconsoláveis ​​com a perda dela”, disse a editora executiva da AP Kathleen Carroll, em Nova York.

As duas estavam viajando em um comboio de funcionários eleitorais que entregavam cédulas na periferia de Khost, distrito de Tani. O comboio foi protegido pelo Exército Nacional Afegão e pela polícia. Elas estavam em seu próprio carro com um outro freelancer e um motorista.

De acordo com o freelancer, eles chegaram no distrito fortemente vigiado pouco antes do incidente. Enquanto estavam sentados no carro esperando para seguir o comboio, um comandante da unidade denominada Naqibullah caminhou até o carro, gritou “Allahu Akbar” – Deus é grande – e abriu fogo contra elas no banco de trás, com a sua AK-47. Ele, então, rendeu-se aos outros policiais e foi preso. Autoridades médicas em Khost logo confirmaram a morte de Anja.

 

Os talibãs intensificaram seus ataques nas últimas semanas em uma tentativa de atrapalhar os preparativos para as eleições no país. De acordo com o correspondente da BBC no Afeganistão, David Loyn, a eleição está sendo protegida pela maior operação militar desde a queda do Talibã.

Em um memorando ao pessoal AP, o presidente AP Gary Pruitt lembrou Anja como “espírito, intrépido e destemido, com uma gargalhada estridente que vamos lembrar para sempre.”

A fotógrafa cobriu várias zonas de conflito, incluindo Kuwait, Iraque, Líbia, Gaza e na Cisjordânia durante 20 anos, começando com os Balcãs na década de 1990. Ela tinha viajado ao Afeganistão várias vezes desde 2001 e recebeu inúmeros prêmios por suas obras.

Anja fazia parte da equipe da AP que ganhou o Prêmio Pulitzer de 2005 com a cobertura da guerra no Iraque, e foi agraciada com o Prêmio Coragem em Jornalismo pela Fundação Internacional de Mulheres da Media. Ela ingressou na AP em 2002.

Fonte: Último Segundo

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